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Pela segunda vez em uma semana, governo promove ‘posse secreta’ de ministros

Foi a terceira vez que o formato da cerimônia de hoje foi alterado. Inicialmente, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) divulgou na segunda-feira, 5, que o evento seria fechado e sem transmissão ao vivo.

06/04/2021 14h02
Por: Redação
Fonte: Redação

Pela segunda vez em uma semana, o presidente Jair Bolsonaro decidiu fazer uma solenidade “secreta” para oficializar a entrada de novos integrantes no governo. A posse de sete ministros, marcada para a manhã desta terça-feira (6), será em evento fechado no Palácio do Planalto, sem a presença da imprensa, e também sem transmissão ao vivo, como costuma acontecer.

Desta forma, apenas veículos de comunicação oficiais poderão acompanhar a entrada da representante do Centrão, a nova ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda (PL-DF), no coração do governo. Ela será responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Poder Legislativo.

Foi a terceira vez que o formato da cerimônia de hoje foi alterado. Inicialmente, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) divulgou na segunda-feira, 5, que o evento seria fechado e sem transmissão ao vivo. Horas depois, outra nota informava que o evento contaria com uma cobertura em tempo real pelos veículos de comunicação da Presidência. A informação de que não haveria transmissão ao vivo foi divulgada pouco após às 9h desta terça, horário marcado para o início da solenidade.

Três dos ministros, contudo, já foram empossados em cerimônias reservadas no gabinete do presidente. Anderson Torres (Justiça) e André Mendonça (AGU) tomaram posse na terça-feira, 30. Antes, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi o primeiro do governo a ser empossado em uma cerimônia do tipo em 23 de março. As posses “secretas” não foram abertas à imprensa e nem transmitidas pelos canais oficiais de comunicação do governo. Os atos tampouco constaram na agenda oficial do presidente para o dia.

Na primeira entrevista após a posse “secreta”, Queiroga disse que partiu dele o pedido para um evento reservado. “Eu solicitei ao presidente da República que fizéssemos uma posse simples, uma posse sem cerimônias, uma posse sem solenidade, porque nós vivemos – como vocês sabem, têm tão bem divulgado – uma emergência sanitária de importância internacional que já dura mais de ano”, afirmou Queiroga.

Como mostrou o Estadão, em um ano de pandemia, Bolsonaro promoveu mais de 40 eventos com aglomerações no Palácio do Planalto. De posse de ministros até o lançamento de um selo postal comemorativo em homenagem aos 54 anos da Embratur, as solenidades reuniram centenas de convidados, contrariando o isolamento, uma das ações mais eficazes para conter a propagação do vírus, de acordo com organismos de saúde.

Além de Flávia Arruda, Bolsonaro oficializa hoje outras cinco trocas ocorridas na equipe ministerial na semana passada. Na cerimônia desta terça, são também empossados os militares que mudaram de pastas após Bolsonaro demitir Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa. A pasta agora é comandada pelo general Walter Braga Netto, que para isso deixou a chefia da Casa Civil. Em seu lugar, assumiu Luiz Eduardo Ramos, até então responsável pela Secretaria de Governo (Segov). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também será empossado simbolicamente. Carlos França, que substituirá Ernesto Araújo no Ministério das Relações Exteriores, completa o grupo de novos ministros empossados nesta terça.

 

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