Caso Atakarejo

Câmara de vereadores de Salvador faz reunião com família das vítimas e dono do mercado não comparece

Reunião virtual foi realizada na manhã desta quarta-feira (2). Mãe de Bruno Barros pediu justiça pela morte do filho, que foi entregue a traficantes do Nordeste de Amaralina, junto com o sobrinho, por funcionários do mercado.

02/06/2021 17h14
Por: Redação
Fonte: Redação

As comissões de Reparação e de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Salvador fizeram uma reunião virtual, na manhã desta quarta-feira (2), para tratar das mortes de Bruno e Yan Barros, tio e sobrinho que foram entregues a traficantes após furtarem carne no supermercado Atakarejo.

O dono da rede de supermercados, Teobaldo Costa, que foi convidado a participar da reunião, não compareceu ao encontro. A presidência da Comissão de Reparação informou que o empresário será convocado novamente, mas ele não é obrigado, juridicamente, a comparecer.

Por meio de nota, o Atakarejo informou que Teobaldo não esteve na sessão por questões legais, porque o processo corre em segredo de Justiça. Disse ainda que segue colaborando com as autoridades e que espera que os fatos sem esclarecidos e os culpados responsabilizados.

As mães das vítimas participaram da sessão e cobraram Justiça. Até esta quarta-feira (2), oito pessoas foram presas suspeitas de envolvimento com o crime, entre elas funcionários do Atakarejo, como o gerente-geral da loja de Amaralina.

Eles seguem detidos por mandado de prisão temporária, que vence no dia 9 de junho. Como o inquérito do caso ainda não foi concluído, o prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias. As investigações são feitas pela 1ª Delegacia de Homicídios e mais de 30 testemunhas já foram ouvidas.

"O que eu peço é justiça, de joelhos. Eles têm que pagar. Eu não quero a mortes deles, não. Eu quero eles vivos. Eu não matei ninguém, não consegui dormir. Eu só estou comendo porque eu tenho que tomar o açúcar, senão o açúcar vai zerar e eu vou morrer. E eu tenho que tá viva para lutar até o fim", disse a mãe de Bruno Barros, Dionésia Pereira Barros.

"Eu quero ver essa justiça, porque para isso tem a lei, para isso tem polícia, para isso tem Justiça".

 

Um mês do crime

As mortes de Bruno e Yan Barros completaram um mês na última quarta-feira (26). O inquérito do caso ainda está em aberto. O crime aconteceu no dia 26 de abril. Mas os seguranças envolvidos no caso foram afastados somente no dia 6 maio.

No dia 10 de maio, uma operação policial prendeu três seguranças do Atakarejo, o gerente da loja e quatro suspeitos de tráfico por envolvimento na morte de Bruno e Yan.

Na operação, a polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão no supermercado e em casas no complexo de bairros que formam o Nordeste de Amaralina. Filmagens de câmeras de segurança foram parcialmente encontradas, e a polícia começou a investigar se parte do material foi apagada.

 

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