Guerra Geracional

Cringe, Millenial e Gen Z: entenda o termo e saiba como ele virou polêmica nas redes sociais

Palavra virou centro de 'guerra geracional' e expõe diferenças entre millennials e geração Z. Café da manhã, 'Friends' e calça skinny estão entre costumes definidos como cringe para jovens.

25/06/2021 12h18Atualizado há 3 meses
Por: Redação
Fonte: Redação

Se até a última quarta-feira (23) você não se deparou com uma discussão na internet sobre o que é cringe, ou não faz ideia do que essa palavra significa para jovenzinhos na rede, talvez o cringe seja você.

É brincadeira, mas serve para mostrar por que a palavra viralizou nesses últimos dias. Cringe, para os integrantes da geração Z, é um adjetivo usado para classificar pessoas que fazem coisas fora de moda, ultrapassadas, cafonas mesmo. Eles também costumam classificar atitudes ou objetos. Nesse caso, ela é usada como sinônimo de vergonha alheia. 

Munida dessa palavra, parte da geração Z, formada por jovens nascidos entre o final dos anos 1990 e os anos 2010, passou a classificar os millennials, nascidos entre 1980 e 1996, como cafonas e antiquados: super cringe.

E enumerou vários hábitos millennials que dão muita vergonha alheia para os novinhos: tomar café da manhã, tomar café no geral, falar litrão ou boleto, usar calça skinny, não superar o amor por Harry Potter ou filmes da Disney; partir o cabelo de lado, usar sapatilha de bico redondo… a lista é extensa.

A crítica bastou para acender uma guerra geracional, com pessoas defendendo os colegas e criticando os gostos alheios.

No Instagram, a hashtag #cringe já tem mais de 23 milhões de publicações. No Tiktok, vídeos com a mesma hashtag já ultrapassaram 10,5 bilhões de visualizações. E no Google, a busca pelo termo aumentou 70% nesta última semana.

A disputa gerou até um vídeo de humor sobre uma das grandes constatações dessa briga: os millennials não são mais jovens. Assista abaixo:

 

Mas de onde veio o cringe?

A palavra inglesa é, na verdade, um verbo. E tem dois significados, segundo o dicionário de Cambridge:

sentir-se muito envergonhado ou constrangido;

encolher-se ou recuar com medo de alguém ou algo que pareça poderoso e perigoso.

 

Como a treta começou?

Ninguém sabe, ao certo, como tudo isso realmente começou. A palavra já vinha sendo utilizada há um tempinho, ainda discretamente.

Mas o assunto estourou de vez após um tuíte de Carol Rocha, publicitária e apresentadora de podcast, pedindo para a geração Z listar os hábitos que achava cringe nos millennials.

Foi aí que eles se sentiram à vontade para criticar uma série de comportamentos, roupas, séries, filmes, livros e costumes. Além dos já citados, tem também: rir com emoji ou rs, gostar de "Friends" ou "A Usurpadora" e ser saudosista.

Os millennials resolveram rebater. Na lista de mico dos novinhos, eles colocaram: dancinhas do TikTok, usar fancam (vídeos com melhores momentos dos ídolos) para fazer postagens nas redes sociais, usar emojis como ironia e cabelo partido no meio.

Onomatopeia da gargalhada existe pelo menos desde 1830, quando escritor José de Alencar registrou um ‘kkkkk’ mais primitivo. Sua celebração pelos adolescentes de hoje coincide com declínio do emoji de riso chorando em todo o mundo.

Se você usa emoji de risada para rir, você é velho. E "cringe".

A guerra geracional entre os Z e os millennials que bombou entre os americanos no início do ano chegou à internet brasileira na semana passada, depois de um tuíte sobre o assunto viralizar.

Os nascidos após 1996 deixaram claro o que acham dos adultos dos anos de 1981 a 1996: se tomam café da manhã, reclamam dos boletos a pagar, usam calça skinny e emoji genérico para rir, a vergonha é grande.

Disclaimer: esta repórter, recém-cumpridos 30 anos, é millenial e, aparentemente, cringe. Separa o cabelo de lado, adora um café da manhã e riu bastante com o vídeo da Pfaizer.

Se também tivessem gargalhado, os adolescentes de agora teriam rido apenas KKKKKKKKKKK. Ou teriam recorrido a outra forma corrente do riso: LIWAHDFIWAKHDWQ.

Sim, isso mesmo. Ligue a caixa alta e sente a mão no teclado. O que sair é jogo. Esse tipo de risada altamente aleatória - uma subversão da onomatopeia, por que não? - denota mais graça ainda.

Emoji de risada, por outro lado, é coisa de gente velha. Mais ou menos quando o "nariz" em emoticons denunciava a idade do interlocutor. :-)

 

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