Omissão

Em reunião com Pazuello e Barros, Planalto pediu para senadores defenderem ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde

Segundo participantes, entre os participantes da reunião no Planalto, estavam os ministros Luiz Ramos (Casa Civil) e Onix Lorenzoni (Secretaria Geral), o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o ex-secretário-executivo da pasta Élcio Franco.

08/07/2021 08h05
Por: Redação
Fonte: Redação

Em reunião no Palácio do Planalto na manhã da última quarta-feira (7), ministros e assessores presidenciais pediram a senadores governistas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid que não deixassem o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, abandonado e à mercê dos oposicionistas em seu depoimento na comissão.

A CPI da Covid visa apurar ações e omissões do governo federal no combate à pandemia. Roberto Dias prestou depoimento à Comissão nesta quarta-feira (7) e saiu da CPI acompanhado pela Polícia Legislativa. Na mesma noite, o ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde pagou uma fiança de R$ 1,1 mil e foi liberado.

Segundo participantes, entre os participantes da reunião no Planalto, estavam os ministros Luiz Ramos (Casa Civil) e Onix Lorenzoni (Secretaria Geral), o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o ex-secretário-executivo da pasta Élcio Franco.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, também participou, em uma demonstração de que a guerra interna na Saúde que transparece nos relatos e provas que chegam à CPI não transbordou para outras áreas do governo.

O blog ouviu o relatos de que representantes do Planalto disseram aos senadores que se arrependem de ter exonerado Dias rapidamente depois da denúncia de propina e que anunciar uma investigação, com afastamento, teria sido mais apropriado.

Outra alegação, atribuída por um dos participantes à Pazuello, era de que o erro de sua gestão foi não ter "descido a fiscalização ao terceiro escalão da pasta".

Os ministros e, em especial Pazuelo e Franco, foram muito cobrados pelos senadores, que afirmaram gastar parte de sua credibilidade defendendo muitas vezes o "indefensável", por exemplo, quando áudios "constrangedores" vêm a público.

Se em algum momento pensou em romper com Ricardo Barros, um dos principais líderes do centrão na Câmara, o Planalto deu hoje uma prova de que as coisas voltaram a ficar bem: voltou atrás e decidiu manter a nomeação de um indicado de Barros para presidir a Agência Nacional de Saúde (ANS). Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho teve o nome aprovado pelo plenário do Senado na noite desta quarta.

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