Olímpiadas de Tóquio

Com estreia memorável, Brasil abre com 5 a 0 contra a China

O próximo jogo do Brasil será no sábado (24), às 8h, contra a Holanda, que é uma das favoritas nestas Olimpíadas.

21/07/2021 15h27
Por: Redação
Fonte: Redação
Jogadoras da Seleção Brasileira comemoram gol marcado sobre a China na estreia das Olímpiadas.
Jogadoras da Seleção Brasileira comemoram gol marcado sobre a China na estreia das Olímpiadas.

A seleção brasileira estreou hoje (21) com goleada no futebol feminino das Olimpíadas de Tóquio: 5 a 0 sobre a China, com gols marcados por Marta (duas vezes), Debinha, Andressa Alves e Bia Zaneratto. O jogo foi no Estádio Miyagi e valeu pela primeira rodada do Grupo F. Os dois gols acirraram a disputa de Marta com a canadense Christine Sinclair pelo posto de segunda maior artilheira da história do futebol feminino em Jogos Olímpicos. Ambas somam 12 gols, dois a menos que a brasileira Cristiane, que não está na disputa.

O próximo jogo do Brasil será no sábado (24), às 8h, contra a Holanda, que é uma das favoritas nestas Olimpíadas. Já a China enfrenta a Zâmbia no mesmo dia, mas três horas mais cedo.

Autora do primeiro e do terceiro gols do Brasil, Marta é a protagonista mais frequente da seleção feminina nos últimos anos. Hoje, no entanto, teve coadjuvantes de luxo no móvel setor ofensivo da equipe com destaque para Bia Zaneratto. Apesar de ter feito só o último gol, já aos 43 minutos do segundo tempo, ela participou das jogadas de outros três e contribuiu com bom posicionamento, facilidade para tabelas, jogo físico nas tomadas de bola que marcaram o ritmo intenso da equipe e qualidade na armação.

A experiente goleira do Brasil apareceu bem em alguns lances do jogo contra a China para corrigir problemas recorrentes do sistema defensivo, principalmente no começo do segundo tempo, quando as rivais adiantaram sua marcação e passaram a explorar o espaço entre as linhas da zaga e do meio-campo, principalmente entre as zagueiras Érika e Rafaelle. Ambas tiveram dificuldades para ajustar posicionamento, Formiga não ajudou com passes errados e isso causou problemas para a seleção brasileira até Andressa Alves entrar para organizar o meio e Marta fazer o terceiro gol para tranquilizar o ambiente.

Intensidade foi a marca da seleção brasileira no primeiro tempo. Organizada numa formação tática 4-5-1, com Bia Zaneratto livre para flutuar e mais avançada, a equipe impôs marcação forte no meio-campo e criou desde o começo boas jogadas a partir de bolas recuperadas, como no lance do gol de Marta antes dos dez minutos. A ideia de ter jogadoras fortes fisicamente e multifuncionais na criação contribuiu para a imposição de um ritmo que as chinesas não conseguiram acompanhar. O segundo gol saiu justamente de uma falha defensiva das adversárias — no posicionamento da linha e também na parte técnica da goleira Peng Shimeng.

Os gols logo cedo foram importantes para diminuir o nervosismo da estreia, que só apareceu em lances pontuais. Inclusive, esse relaxamento fez o time de Pia Sundhage diminuir a pressão sem bola e sua própria intensidade com bola. A China criou uma boa chance aos 39 minutos, numa batida de Miao Siwen que obrigou Bárbara a uma bonita defesa de mão trocada. O jogo parecia sob controle mesmo assim, mas a realidade mudou no segundo tempo.

As chinesas já começaram assustando porque passaram a explorar o espaço entre as linhas de meio-campo e defesa do Brasil, além da pressão para forçar passes errados das brasileiras. Bárbara evitou uma boa chance de Shanshan, teve sorte numa bola na trave de Miao Siwen e precisou trabalhar de novo aos 21, numa nova finalização de Miao totalmente livre. Mas o clichê sempre vale: é nessa hora que as craques aparecem, e Marta fez o terceiro gol do Brasil numa jogada iniciada por ela mesma, o que deu tranquilidade para a reta final do jogo, quando o time fez mais dois gols e fechou a goleada no Estádio Miyagi.

Marta abriu o placar aos oito minutos do primeiro tempo, na conclusão de jogada iniciada com uma tomada de bola de Bia Zaneratto, que cruzou para Debinha cabecear no travessão. Depois de uma briga pelo rebote que teve até pênalti das chinesas, a camisa 10 aproveitou a sobra para finalizar de primeira. O Brasil já fez o segundo gol 13 minutos depois: Bia Zaneratto (de novo ela) recebeu pela direita e chutou no canto esquerdo. Peng Shimeng espalmou para frente e Debinha aproveitou a chance sem marcação.

O terceiro gol saiu aos 28 minutos do segundo tempo dos pés de Marta, pela direita do ataque. A camisa 10 cruzou para Bia Zaneratto na área, mas a atacante acabou desarmada na hora do chute. O problema é que a sobra ficou com Marta, que bateu no canto para aumentar o placar. Andressa Alves marcou o quarto em cobrança de pênalti sofrido por ela mesma aos 36. Bia Zaneratto acabou premiada pela boa atuação aos 43. Debinha recuperou a bola no ataque e fez um cruzamento na medida para a finalização de pé esquerdo.

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