Caso Davati

Herman Cardenas, dono da Davati, diz ter sido enganado por parceiros brasileiros

Em entrevista ao Fantástico, o empresário do Texas falou que não suspeitou de irregularidades na abordagem de Cristiano Carvalho; Cardenas, no entanto, não explicou com clareza a origem das vacinas que tentou intermediar.

02/08/2021 10h47
Por: Redação
Fonte: Redação
Exclusivo: Herman Cardenas, dono da Davati, diz ter sido enganado por parceiros brasileiros
Exclusivo: Herman Cardenas, dono da Davati, diz ter sido enganado por parceiros brasileiros

O Fantástico exibiu, neste domingo (1º), a primeira entrevista do empresário Herman Cardenas a uma TV brasileira. Herman é o dono da Davati, empresa do Texas, nos EUA, envolvida em negociação com o Ministério da Saúde pela compra de vacinas contra a Covid-19.

A transação, cheia de intermediários, era para obter 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca. Cardenas, no entanto, disse que seria apenas um “facilitador” na obtenção das doses do imunizante e que nunca disse que elas estavam garantidas. Ele diz ainda que foi enganado pelos parceiros brasileiros. Confira a entrevista completa no vídeo acima.

Segundo ele, o representante de vendas Cristiano Carvalho, um dos ouvidos pela CPI da Covid, lhe enviou uma foto onde aparecia ao lado do presidente Jair Bolsonaro. A afirmação de Carvalho era de que havia acabado de sair de uma reunião com Bolsonaro, o que se revelou ser uma mentira.

"Cristiano demonstrava estar numa reunião com o presidente do Brasil. Hoje a gente sabe que a foto deve ser fake. Eu mal posso acreditar que alguém usaria uma imagem de 2019 para dizer que estava presente ali, como se fosse em 2021", disse Herman Cardenas.

Segundo o americano, Carvalho também mandou um currículo dizendo ter doutorado em Harvard e assinava as mensagens como “professor-doutor”.

Cardenas, de 62 anos, é o dono da Davati Medical Supply e Cristiano é seu representante brasileiro - ou um de seus ditos representantes.

Questionado sobre a origem das doses, o empresário fez segredo. E, para explicar, usou a palavra “alocação”, uma espécie de “reserva” de vacinas.

Ao ser questionado sobre a presença de tantos intermediários, inclusive de fora do governo, ele disse que não suspeitou que poderia ter algo errado. “Não necessariamente. Quando se vende vacina de gripe, por exemplo, são comuns ter três ou quatro intermediários. Um apresenta para outro, que apresenta para outro, que apresenta para outro... Então não me pareceu estranho", disse.

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