Maracangalha

Longe vá, temor servil! Parte 2

Pedro estava suave, “TAVA ON”, arrasando geral naquela época. Apesar dos modernistas postarem fake news sobre ele o tempo todo.

03/09/2021 15h11Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
Fonte: Luiz Reis

Você já viu o quadro de Pedro Américo. Mas já o observou?

Observei tanto, Juliano, que fiquei triste. Como já disse em seu texto, o título da coluna é um dos versos do Hino da Independência do Brasil. (que independência é essa?). Observemos o verso a partir da conjuntura da época: Longe vá, o autor do hino quer que a servidão do Brasil jamais volte, e temor servil se refere ao medo da possibilidade de servir a outro país e deixar de lado a independência já conquistada naquela manhã de Sete de Setembro de 1822. Segundo reza a lenda, a sua letra foi composta por Evaristo da Veiga e a música é de Dom Pedro I, às quatro horas da tarde, quando já estavam retornando a São Paulo vindo de Santos, das margens do Rio Ipiranga, cenário histórico do Grito do Ipiranga.

Como diz o ditado: “Farinha pouca meu pirão primeiro”.

Os negros oriundos da África serviam de mão de obra escrava no Brasil para os senhores que tinham posses, em suma, maioria Luso-brasileiros, que não queriam servir a Coroa Portuguesa. Contraditório não?

O período de escravidão no Brasil durou cerca de 300 anos, três séculos, findando 66 anos após a composição do hino da independência, ou seja 66 após a independência do Brasil, no ano de 1888, coincidentemente ano que ficou pronta a pintura de Pedro Américo “Independência ou morte”.

Festejemos, eu também sei cantar este hino, entre outros. Isso graças às Escolas Publicas, que já foram melhores. Mas infelizmente sofremos ao modelo Jason (sexta-feira 13) de reformulação educacional no final dos anos 80 e inicio dos anos 90. Cortando na carne, a qualidade do ensino básico, extinguindo o ensino técnico em escolas periféricas em turno oposto ao de estudo, a redução de creches e a baixa qualidade delas. Essa reformulação, ao longo dos anos, somado à falta de incentivos, infraestrutura e baixa remuneração dos profissionais na área de educação, não só alavancou a crise em nosso país como deixo claro o projeto de país que estava pautado. E mesmo com 14 anos de um governo de centro esquerda não foi suficiente (apesar de iniciativas importantes e históricas), para aplacar a letargia educacional anterior e que hoje se encontramos.

Na sua escola de infância, Juliano, o lema era “educar para a cidadania”. Hoje é “salve-se quem puder”!

O quadro Independência ou Morte, foi criado pelo intelectual, cientista, professor e multi uso Pedro Américo na cidade Florença, Itália, berço histórico das belas artes. Pedro estava suave, “TAVA ON”, arrasando geral naquela época. Apesar dos modernistas postarem fake news sobre ele o tempo todo. Rsrs.

Ele era o cara! A singela figura do vaqueiro de canto do quadro tocando os bois com mantimentos entre as patentes altas e o Imperador. Todos os heróis com cavalos imponentes, menos o singelo Vaqueiro. Até lembrei-me do presidente e seus ministros, deputados aliados, senadores aliados. Apoiamos à causa viva, a independência, a liberdade de Portugal, vamos melhorar a economia, o Brasil vai crescer. Tudo puta!!! Coçam pra si mesmo, seus interesses próprios. Não que isso seja a regra mais ser correto no Brasil virou exceção com “XC”.

E o vaqueiro Jorge Luiz com Z? Ora meu caros, o povo da terra tem que estar representado mesmo que europeizado, mas só por um único elemento, porque dois já é formação de quadrilha rsrsrs. Pedro Américo de Figueiredo e Melo, carinhosamente chamado por mim de Pedrinho. Rsrs.

Ele seguia as tendências, rsrsrs. Após o emblemático Grito do Ipiranga, Dom Pedro I teria de tomar diversas ações que pudessem assegurar a autonomia política da nação brasileira. Primeiramente, teve que enfrentar vários levantes militares em algumas províncias que se mantinham fiéis a Portugal. Para tanto, chegou a contratar mercenários ingleses que asseguraram o controle dos conflitos internos. Entretanto, não bastava pacificar os desentendimentos provinciais. Para que o Brasil tivesse condições de estabelecer um Estado autônomo e soberano, era indispensável que outras importantes nações reconhecessem a sua independência.

Já em 1824, buscando cumprir sua política de aproximação com as outras nações americanas, os Estados Unidos reconheceram o desenvolvimento da independência do Brasil. Apesar da importância de tal manifestação, o Brasil teria que fazer com que Portugal, na condição de antiga metrópole, reconhecesse o surgimento da nova nação. Nesse instante, a Inglaterra apareceu como intermediadora diplomática que viabilizou a assinatura de um acordo. No dia 29 de agosto de 1825, o Tratado de Paz e Aliança finalmente oficializou o reconhecimento lusitano. 

Segundo esse acordo, o governo brasileiro deveria pagar uma indenização de dois milhões de libras esterlinas para que Portugal aceitasse a independência do Brasil. Além disso, Dom João VI, rei de Portugal, ainda preservaria o título de imperador do Brasil. Essa última exigência, na verdade, manifestava o interesse que o monarca lusitano tinha em reunificar os dois países em uma só coroa.

Na condição de nação recém-formada, o Brasil não tinha condições de pagar a pesada indenização estabelecida pelo tratado de 1825. Nesse momento, os ingleses emprestaram os recursos que asseguraram o pagamento deste valor. Na verdade, o dinheiro nem chegou a sair da própria Inglaterra, já que os portugueses tinham que pagar uma dívida equivalente aos mesmos credores.

E aí, Juliano, voltamos ao título do texto. “Longe vá, temor servil” rsrsrs

 

Fica aí a reflexão se somos independentes e se mudou muita coisa de lá pra cá rsrsr. A coluna ainda tem pimenta e vatapá. Oxe, é só chegar. Um xero. Até semana que vem, se o Capitão permitir.

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