Maracangalha

O TEATRO DOS VAMPIROS

O bolsonarismo é continuidade do golpe de 2016.

10/09/2021 18h40
Por: Redação
Fonte: Luiz Reis

“Sempre precisei de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto, e destes dias tão estranhos, fica poeira se escondendo pelos cantos, este é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance...”.

''Quero dizer a vocês que qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, este presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou. Ele, para nós, não existe mais'' - Jair Bolsonaro, no dia 7 de setembro de 2021.

''Nunca tive a intenção de agredir quaisquer dos Poderes. Minhas palavras, por vezes contundentes, decorrem do calor do momento - Jair Bolsonaro, no dia 09/09/21, após chamar Alexandre de Moraes de canalha, no 7 de setembro.

“Ninguém vê onde chegamos, os assassinos estão livres, nós não estamos, vamos sair mas não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão procurando emprego, voltamos a viver como há dez anos atrás, e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas...”.

“Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do chefe de qualquer dos Poderes, essa atitude, além de representar atentado à democracia, configura crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional” - Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal.

 

O caminhoneiro bolsonarista Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, está no México e vai se entregar às autoridades locais, informou Levi de Andrade, advogado dele, ao UOL. Zé Trovão teve a prisão solicitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes na última sexta-feira (3). Ele é acusado de promover a incitação de atos violentos contra o Congresso Nacional e o STF por meio das redes sociais e teria descumprido ordens cautelares determinadas anteriormente por Moraes. Segundo Andrade, seu cliente está em um hotel na Cidade do México e deve ser preso nas próximas horas, para então ser transportado de volta ao Brasil. O advogado disse que entrou com “vários” habeas corpus no Supremo para evitar a prisão. No início da tarde de hoje, o próprio Zé Trovão divulgou um vídeo em sua conta no TikTok afirmando que havia sido localizado e que iria se entregar para ser preso.

“Quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo, você me veio como um sonho bom, e me assustei, não sou perfeito, eu não esqueço...”.

 

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) viram com ceticismo a nota divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (9) na qual ele diz não ter tido a intenção de atacar outros Poderes nas manifestações do 7 de Setembro. Eles afirmam que a postura não vai alterar o rumo de investigações que estão no tribunal e na Justiça Eleitoral. Integrantes do tribunal avaliam nos bastidores que Bolsonaro mudou de tom por se sentir mais isolado politicamente à medida que cresceu, nos últimos dias, a articulação de partidos de centro e centro-direita a favor do impeachment do presidente. O texto publicado pelo Palácio do Planalto foi redigido com a ajuda de Michel Temer (MDB), após um encontro do ex-presidente com Bolsonaro. Na ocasião, Temer telefonou para Alexandre de Moraes e colocou Bolsonaro na linha com o ministro. Interlocutores do ex-presidente dizem que ele articulou uma trégua.

Na prática, porém, magistrados afirmam que a conversa serve para acalmar o mercado financeiro e amenizar a alta do dólar, mas não muda a disposição de Moraes de seguir em frente com inquéritos que miram aliados e o próprio Bolsonaro por propagação de notícias falsas e ataques às instituições. Além disso, a negociação para encontrar uma saída para resolver o rombo dos precatórios do governo, que vinha sendo articulada com o STF, deve continuar travada. Surpresos com o texto de Bolsonaro, ministros do Supremo e do TSE entraram em compasso de espera para ver se o presidente vai “recuar do recuo”.

“A riqueza que nós temos, ninguém consegue perceber, e de pensar nisso tudo, eu, homem feito, tive medo e não consegui dormir, vamos sair mas não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão procurando emprego, voltamos a viver como há dez anos atrás...”

 

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), pediu a seus seguidores nas redes sociais que “confiem no capitão”, após recuo de seu pai nas críticas que fez ao STF (Supremo Tribunal Federal). “Ele sabe o que está fazendo e é para o bem do Brasil!”, escreveu Flávio em post nas redes sociais.

“E a cada hora que passa, envelhecemos dez semanas, vamos lá, tudo bem eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir, já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas, e mesmo assim, não tenho pena de ninguém...”. 

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) minimizou a nota publicada na tarde desta quinta-feira (9) na qual recua dos ataques feitos às instituições no feriado de 7 de Setembro. Bolsonaro confirmou que o texto foi elaborado com a ajuda do ex-presidente Michel Temer (MDB), mas disse que não há “nada de mais” na publicação. “Eu telefonei ontem à noite pro Michel Temer, falei com ele hoje de manhã novamente. Ele veio a Brasilia, por dois momentos conversou comigo aqui, pouco mais de uma hora. Ele colaborou com algumas coisas na nota, eu concordei e publicamos. Não tem nada de mais ali”, afirmou durante live transmitida nas redes sociais.

 

O Teatro dos Vampiros (ou apenas Teatro dos Vampiros), é apresentada no quinto álbum da Legião Urbana, em 1991. Embora muitos não concordem, a canção fala exatamente sobre os problemas vividos naquela época, e sobre as dificuldades de um jovem que entrava na fase adulta e tentava se posicionar ante aquela sociedade, era pra ser uma música sobre a TV, mas não foi assim ( Palavras do próprio Renato ) pois ele diz... era pra ser sobre a TV ( era ) e não ( é sobre a TV ). Talvez a novela VAMP a qual ele se refere na entrevista tenha servido apenas de gancho para o que a música se tornou, assim como o livro Entrevista com o Vampiro . A música  é uma analogia usada por Renato Russo para denominar nosso Congresso Nacional, cujos representantes não passam de atores representando o papel de defensores do povo, tal qual em um Teatro, mas na realidade não passam de sugadores (Vampiros), que sugam até nosso último centavo. Essa música segue a mesma linha de Índios, Que país é Este, Perfeição e outras, como ele mesmo diz, essas músicas falam da mesma coisa, os problemas da nação e os conflitos pessoais e internos vividos por um determinado indivíduo. Você pode perceber isso nas entrevistas daquela época, onde o próprio Renato dá as declarações.

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